As constelações familiares

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Podemos conceituar as constelações familiares como sendo uma imagem interna inconsciente que está em desordem e incompleta que produz dor ou sofrimento. Então, é preciso assumir um entendimento ampliado de que as constelações familiares é um trabalho para o mais, mais consciência para o indivíduo que está disposto a olhar a sua dor. Certamente se trata de uma ciência para o agora, a qual estuda os diversos relacionamentos humanos, ou seja, uma Ciência universal do amor, pois inclui tudo da mesma maneira (HELLINGER, 2009).  Fica evidente que as constelações familiares levam a um amor puro, que reconhece  sua força inerente par tomar responsabilidade pelo seu destino, sendo que a sua aplicação no judiciário traz uma levez nas decisões e acordos realizadas pelas partes, mesmo que as vezes isso leve algum tempo, mas com menor índice de reincidência.

Conforme verificado por HELLINGER (2009) a constelação familiar é essencial para que as relações humanas deem certo. Neste contexto, fica claro que ocorre uma quebra de lealdades e conflitos morais. Contudo, podemos constatar que ainda nem todos os profissionais do direito consideram as constelações familiares como algo primordial para a solução de conflitos. Não é exagero afirmar que inúmeros profissionais ainda desconhecem os benefícios terapêuticos dessa técnica, sendo que ainda existem poucas oficinas de direito sistêmico no judiciário para atender uma grande demanda. Sob essa ótica, ganha particular relevância o amor em sintonia com o espirito, consciente no seu movimento para avançar com essa técnica a serviço da vida.

É interessante, aliás, afirmar que, a busca incansável em manter boas relações humanas nos leva a capacitar a alma a fazer algo novo, mas há um fato que se sobrepõe, que é seguir ordens preestabelecidas, qual seja o pertencimento, hierarquia e equilíbrio. Mesmo assim, não parece haver razão para que as constelações familiares não possam ser usadas no judiciário. Conforme explicado acima, existe um sinal de que há, enfim, um outro nível de compreensão onde somos capturados e guiados por essa outra força que nos leva a solução de conflitos e o advogado sistêmico-fenomenológico tem agora esse importante papel.  É sinal de que há, enfim, podemos olhar para questões jurídicas de forma mais humanizada, visto que os procedimentos no judiciário estão cada vez mais eletrônico e informatizados.

Como bem nos assegura Manné (2008), pode-se dizer que a constelação familiar e sua aplicação depende do cliente, e seu efeito é sentido pelos representantes, espectadores e o cliente. O autor deixa claro que o cliente se liberta de paradigmas e descobre leis que governa seu campo familiar os quais são seguidos em lealdade para se sentir pertencente. Essas dinâmicas são facilmente percebidas pelo facilitador que se coloca a serviço de seu cliente e se aguarda emergir a solução buscada pelo cliente. Assim, reveste-se de particular importância que na constelação aconteça uma processo de cura quando cada membro da família assume o seu lugar.

É preciso, porém, ir mais além conforme mencionado pelo autor acima Joy Manné referente aos efeitos trazidos pela constelação familiar com todo o sistema familiar. É extremamente importante verificar de que forma essa paz se instala novamente após a constelação familiar e como o advogado sistêmico-fenomenológico e pode aplicá-lo. Por todas essas razões, o trabalho tem um efeito terapêutico que vai além de muitos métodos já utilizado, sendo que, além do cliente, os representantes também são beneficiados. Essa, porém, é uma técnica que precisa ser vivenciada. “Não é a grande força que tem que se submeter, mas a pessoa que tem que se submeter à grande força que conduz” (HELLINGER, 2019, p.18).

Conforme explicado acima a melhor maneira de compreender esse processo é considerar que nas constelações familiares, atua outra força que está voltada para todos ao mesmo tempo. Não se trata, por exemplo, de algo religioso ou mediúnico, seja porque vem de uma outra dimensão, seja porque o constelador tenha poderes sensitivos. Julgo pertinente trazer à tona que, o constelador se coloca a serviços do cliente, momento em que a solução emerge.

Somente as Constelações espirituais, que se movimentam em sintonia com essa consciência, encontram soluções que superam os nossos limites impostos pelas outras consciências e abrem o caminho do amor em nossos relacionamentos, em um sentido amplo.

A esta visão geral acrescento algumas reflexões que ajudam a entrar na postura interna de que necessitamos para as constelações familiares espirituais. São meditações, nas quais experimentamos ser carregados e conduzidos, cada um de sua maneira, a estar em sintonia com um movimento do espírito que nos prepara e nos equipara para tais constelações. (HELLINGER, 2009, p.52).

É importante ressaltar que as constelações familiares espirituais ocorrem em outro nível de consciência, mas, em cima disso, vem a necessidade de conexão através da Meditação. Finalmente, o constelador que pratica essa pática meditativa, ou o Cosmic Power, alcança facilmente os movimentos necessários para a solução. O autor deixa claro que, essa versão não é a única pela qual experimentamos a sintonia, mas cabe dizer que sentimo-nos calmos e sem preocupações.

Por todas essas razões, o constelador familiar deve ter critérios no momento de procurar uma formação como a Hellinger Sciencia e seguir os movimentos do espírito, sustentado na meditação, e em sintonia com tudo como é. Nesse sentido, é possível olhar para o destino do cliente e levá-lo a vivenciar algo novo, onde se revelar a solução.

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