As perspectivas na área do Direito Sistêmico

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Segue entrevista concedida a Advogada Dra. Rafaela Cadeu de Souza da  Coluna do Direito Sistêmico do Jornal São Carlos Agora em 21.07.2018, falando sobre :

As perspectivas na área do Direito Sistêmico.

Considerando a necessidade de entendermos a aplicação deste novo olhar para o Direito, e pensando como poderia escrever essa semana algo que tocasse os leitores e que fosse de fácil leitura, convenhamos, senão as vezes torna-se muito complexo o entendimento desta vasta área em poucas palavras, assim, solicitei uma contribuição especial para elaboração deste artigo à Dra. Janice Grave Pestana Barbosa – Advogada e facilitadora Sistêmica, Pós-Graduanda em Direito Sistêmico – HELLINGER SCHULE – INNOVARE,  membro fundadora da COMVIVER SOLIDÁRIO – Presidente da Comissão de Direito Sistêmico da OAB/SP- Ribeirão Preto, que nos prestigiasse com sua trajetória na área do Direito Sistêmico, no sentido de contribuir aos profissionais da área e bem como a toda sociedade, como esse movimento pode ter seu início bem como suas abordagens na carreira do advogado. Pois bem, esperamos que estejamos a serviço e contribuindo para as mudanças necessárias em prol da Justiça e da solução dos conflitos.

1- Como iniciou movimento sistêmico em sua trajetória profissional?

Dra. Janice: O convite para escrever este breve relato sobre minha caminhada dentro do direito sistêmico, chegou  quando eu estava refletindo sobre estar completando meu primeiro ano na HELLINGER SCHULE – Faculdade Innovare e o Direito Sistêmico. É uma alegria e uma gratidão profunda aos meus queridos antepassados, que me conduziram amorosamente para este encontro. A busca por uma advocacia diferente, humanizada e acolhedora, já estava latente em mim, onde o conflito e a disputa já não faziam mais sentido no dia-a-dia, tendo uma dificuldade em realizar as audiências sem poder oferecer ao cliente aquilo que precisava ser visto, ou seja, a sua dor.

2- Quais aprimoramentos foram necessários realizar?

Dra. Janice: Passei por sessões de terapias e de Coaching Jurídico com o objetivo de encontrar um ânimo para continuar na profissão de advogada que escolhi na adolescência. Nesta busca, fui a uma palestra oferecida na OAB Ribeirão Preto  sobre: “Justiça sob a ótica da Constelação Sistêmica” momento em que tive meu primeiro contato com as Constelações Familiares criadas por Bert Hellinger, sua biografia  e  todo este movimento sistêmico já utilizado por terapeutas e psicólogos no mundo afora. Identifiquei bastante com a técnica, ainda mais por saber ler e falar em alemão.

Imediatamente fui me inteirando das publicações, reportagens e vídeos na internet e  entrei em grupos no Facebook para me atualizar no assunto. Em seguida, participei do Simpósio de Direito Sistêmico na OAB da Sé em São Paulo, onde se encontravam muitos terapeutas, mediadores e assistentes sociais, mas poucos advogados. Naquele Simpósio, tivemos a presença surpresa do Juiz de Direito – Dr. Sami Storch, da cidade de Itauna – BA, desenvolvedor do uso das Constelações Sistêmica no Judiciário e pude perceber o quanto o assunto era novo no meio jurídico, mas transformador diante dos conflitos no judiciário.

Depois da intensa experiência de participar de constelações, decidi  ingressar na 2a. Turma da Pós-Graduação em Direito Sistêmico na Faculdade Innovare – Hellinger Schule em São Paulo, com a formação da constelação familiar e uso da técnica no âmbito jurídico. Pude perceber uma grande força para prosseguir na advocacia, respeitando as ordens da ajuda para comigo e com o cliente. Obtive forças para a criação da Comissão de Direito Sistêmico na OAB/SP Ribeirão Preto, levando a mais colegas este novo olhar na advocacia através de palestras, reuniões e Simpósios.

3- Como foi participar do Primeiro Congresso Internacional de Direito Sistêmico?

Dra. Janice: No mês passado, tivemos o I Congresso Internacional de Direito Sistêmico em SP, com apresentação de vários projetos no judiciário brasileiro pelos alunos da Faculdade Innovare. Tenho certeza de ter feito a melhor escolha neste movimento, onde o Brasil foi pioneiro e agora tenho um novo olhar para o conflito e posso auxiliar o cliente na busca por uma boa solução, foi fantástica essa experiência, que esperamos que ressoe por todos os profissionais envolvidos com o Direito.

(*) A autora é Advogada Sistêmica, inscrita na OAB/SP 225.058 e Presidente da Comissão de Direito Sistêmico da 30ª Subseção de São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

Link da publicação:

http://www.saocarlosagora.com.br/coluna-sca/as-perspectivas-na-area-do-direito-sistemico/104252/?fbclid=IwAR0n4bYc3rxxRciYzoJij_lZ25mj7nEzLkxcaMK08fuls734CoZPERkoTC4

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